Viveiro e Assistência Técnica

1. Viveiro:
Nosso viveiro possui instalações e material genético apropriados para a propagação de mudas sadias de oliveira a partir de estacas semi – lenhosas, enraizadas.

La estrutura del viveiro foi recentemente reformada para garantir a sanidade das mudas e um bom enraizamento. Foi colocado um telado anti insetos, uma ante sala de ingresso ao viveiro, além de melhorar a estrutura de nebulização das mesas de enraizamento. Com isso minimizamos os riscos de contaminação das mudas por insetos vectores.

Operamos sob pedido/contrato, fornecendo mudas de alto padrão com um cumprimento mínimo de 0,60 m Nosso objetivo é fornecer mudas de mais de um ano de enraizadas. Este padrão de muda é um padrão homologado internacionalmente. 

Nosso jardim varietal é composto de uma gama ampla de variedades que produzem azeitonas para azeite e mesa. Entre elas: Arbequina, Arbosana, Ascolana, Koroneiki, Manzanilla, Frantoio, Leccino, Picual, Coratina,  Grappolo.

Somos muito rigorosos com o estado sanitário das mudas e exigimos do olivicultor/cliente: Bom preparo e correção (oportuna) do solo, controle antecipado de formigas cortadeiras entre outros fatores críticos para o sucesso dos empreendimentos.

RENASEM 2016-2018

Propagação de mudas de oliveira em cama de perlita aquecida. Viveiro Olivopampa

Propagação de mudas de oliveira em cama de perlita aquecida. Viveiro Olivopampa


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Estacas com tratamento hormonal prontas para ser colocadas na “cama” de perlita


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Mesa de enraizamento de estacas semi-lenhosas.

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Depois de enraizadas as mudas são colocadas em vasos plásticos iniciando o processo de crescimento em vaso.

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As Plantas enraizadas e re-criadas, são colocadas no patio de rusticamento onde são expostas ao clima de região. Na direita da foto mudas prontas para entrega.


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Mudas prontas para plantio devidamente aclimatadas.

2. Plantio de Olivais

Plantamos olivais com diferentes graus de intervenção, definidos por nosso clientes. Desde o preparo do solo até a entrega do olival plantado. Em alguns casos até administramos e cuidamos de olivais.  Caso não possamos, indicamos profissionais competentes e idôneos para assistir nossos clientes nas diversas etapas da atividade.

Alinhando e marretando tutores no futuro olival”. Candiota, RS. Vinícola Galvão Bueno.

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Olival Haras Os Angicos em Aceguá, RS. Implantado na Primavera 2014

Nossa equipe planeja e executa projetos olivícolas no sul do Brasil

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Novo olival em processo de implantação outono 2015. Dom Pedrito, RS

Foto: Implantando novo olival a partir de plantas de 7 anos

Assistência Técnica

  • Cuidados básicos para um olival recém implantado

Irrigação:

A oliveira e sensível a: falta de água em períodos de estiagens. esta sensibilidade aumenta com altas temperaturas; Ela também é sensível aos excessos de umidade/água parada no pê, que ocasiona a chamada asfixia radicular.  É nossa obrigação, olhar com frequência, a previsão do tempo para otimizar e ajustar o calendário das atividades.

  • Aguar a cada 5 dias de calor intenso aplicando no mínimo, 15 l de agua/planta. Os solos arenosos, retém muita pouca umidade.

Adubação:

Assim que as plantas retomem o crescimento, fazer uma adubação no pé da planta de adubo orgânico bem curtido/fermentado para (para evitar queimar raízes).  Este produto e lançado na região da coroa da planta e depois será revolvido na região, com a enxada. Fazer esta tarefa na proximidade de chuvas. Fazer esta tarefa simultaneamente com o amarre de plantas soltas ou caídas.

Poda de formação:

Limpar a base das plantas de brotes tenros que diminuem o vigor da planta.  A cada dois meses. Aproveitar a realização desta tarefa para re – amarrar as mudas plantadas pois os ventos fortes soltam as amarras das plantas

Comprar uma Bomba costal para aplicações foliares de adubos foliares, fungicidas, etc. Esta bomba costal será utilizada única e exclusivamente para aplicações foliares sobre as oliveiras e não poderá ser utilizada para aplicar herbicidas.

Controle de Pragas e Doenças

Formigas: Este deverá ser um processo continuo pois são um dos principais problemas-praga da oliveira. Continuar com o processo já iniciado.

“Tucu –Tucu” /Topos:

Há que monitorar a incidência deste roedor pois eles comem raízes da oliveira.

Outros problemas: traças, fungos, etc; Serão diagnosticados e resolvidos pontualmente pois fico a disposição para os ajudar.

Contato de alguns fornecedores:

Adubo Orgânico:

  • E Comercio de Adubo Orgânico (Cama de Aviário). Sr. Chico: 55.9981-5741 ou (55) 9644 4996;
  • Adubare: Cleber von Muhlen (54). Fornecedor de compostagem feito de cama de aviário e bagaço de uva.

Dúvidas, entrem em contato!!

28/12/2015

Atualização:  24/08/2020

 

  • Informações Gerais Sobre Oliveiras

 

Cultura Típica do Mediterrâneo com grande adaptabilidade a diversas regiões do mundo 

Família: Oleaceae. 

Gênero: Olea
Espécie: Olea europaea L.

Subespécie: sativa
Origem: Israel/Palestina, Síria, Iran. A cultura estendeu-se ao ocidente, pelo mediterrâneo.
Planta: Árvore perenifólia de tamanho médio (4 a 8 metros de altura) dependendo da variedade. Trata-se de uma cultura longeva como nenhuma outra. Pode atingir alturas consideráveis, embora a preferência seja nas formas baixas. A base do tronco se denomina “peana”.
Sistema radicular: A morfologia da raiz depende da origem da árvore e das condições do solo. A raiz é pivotante, por alguns anos, nas plantas originadas de enxertia; ela é fasciculada quando é propagada a partir de estacas enraizadas. A absorção da água e nutrientes ocorre nas zonas mais jovens das raízes. A expansão do sistema radicular das oliveiras é significativa, chegando a se entrelaçar com as raízes das plantas vizinhas.
Folhas: de forma lanceolada, de bordas inteiras, pequenas, de pecíolo curto, coriáceas sobrevivem dois ou três anos. Em cada nó aparecem duas folhas opostas (formando ângulo reto). Na parte inferior encontram-se os estomas. A folha da oliveira é muito sensível à carência de luz.

Inflorescência e flores: As flores são pequenas e actinomorfas, com simetria regular. As inflorescências desenvolvem-se nas axilas foliares, nos nós do crescimento vegetativo do ano prévio à florada. A forma é de panícula ou ramificadas. As inflorescências são de dois tipos: perfeitas (hermafroditas o bissexuais) e estaminíferas (masculinas). Nas semanas posteriores à florada tem lugar a queda de flores e pequenos frutos, sendo fixadas como frutos mais ou menos 1-2% das flores originais.
Fruto: Drupa de forma elipsoidal a globosa. O epicarpo esta unido ao mesocarpo que é a polpa da azeitona. Na maturidade, a azeitona é cor vinho tinto e de alto conteúdo energético.

Polinização: Espécie anemófila e parcialmente auto compatível. É recomendável a polinização cruzada e a colocação de polinizadores, especialmente nas variedades conhecidas por sua autoincompatibilidade.

 Aspectos gerais: Espécie muito rústica, de fácil cultivo. A fertilidade do solo não é um fator limitante da produção. A planta de oliveira é resistente, longeva, de alta rusticidade e tolera condições adversas de desenvolvimento.

A oliveira suporta uma ampla variabilidade de Ph do solo, mas prefere as condições que flutuam entre ligeiramente ácidas a neutras, entre 6,5 a 7,0.

As oliveiras frutificam melhor em condições de baixa fertilidade do solo. Em solos muito férteis, elas desenvolvem um vigoroso crescimento vegetativo, com baixa frutificação, o que não é desejado. A disponibilidade oportuna de água é muito mais importante do que a fertilidade do solo. Por isso a importância de sistemas de irrigação.

Requerimentos Edafo climáticos: A oliveira não tolera temperaturas menores de          – 9°C (dez graus negativos). Não apresenta problemas com geadas, mas geadas na primavera (especialmente as geadas tardias) podem afetar os novos brotos, com exceção das variedades que frutificam muito cedo. Nestas variedades, o fruto poderia ficar danificado.

Segundo Hartmann (1953), a floração e a frutificação, estão relacionadas com o número de horas frio a que são expostas as oliveiras o qual depende da variedade. Entre a florada e a colheita transcorrem 6 a 7 meses.

Os agentes meteorológicos de maior impacto sobre as floradas são os ventos secos e as temperaturas elevadas, podendo até culminar no aborto ovárico generalizado, comprometendo seriamente a produção. As oliveiras são muito resistentes à seca, embora o ideal de precipitações se enquadre em torno de 650 mm, bem distribuídos. Nos casos de seca extrema, ocorre indução de produção de flores masculinas. Também são resistentes aos solos calcários, com diferenças de caráter varietal. Toleram bem a salinidade.
As plantas de oliveiras são ávidas pela luz solar. No advento de deficiência desta, ocorre a redução da formação de flores ou inviabilidade destas.

Um bom solo para cultivar oliveiras deve ser:

  • Bem drenado. A oliveira não tolera solos com deficiências de drenagem pois é sensível a asfixia radicular..
  • De profundidade moderada: 3-4’
  • De textura franca a franca arenosa
  • Ph entre 5,5 e 8,5
  • Relação Ca:MG, entre 1:1 até 8:1
  • P2O5; o nível adequado é >10ppm
  • K: > 125ppm
  • Bo: 2ppm
  • Cloro: <10 meq/l

Os fatores mais importantes a serem avaliados numa análise de solo são 6:

Ph, P, K, Ca, MG, Matéria orgânica ou M.O.

 

Irrigação.-

Embora se considere a oliveira uma planta resistente à seca, é amplamente comprovada que a prática da irrigação oportuna, aumenta consideravelmente os rendimentos e a qualidade das azeitonas.

 Propagação.-

Atualmente as oliveiras se propagam principalmente a partir de estacas enraizadas e por enxertia. Na primeira modalidade, utilizam-se estacas de ramos de um ano enraizadas num substrato inerte (perlita), que recebe as estacas depois de um tratamento hormonal com uma substancia enraizante. Estas estacas permanecem em câmaras de nebulização por aproximadamente 45 dias.

Propagam-se por enxertia, algumas variedades que têm dificuldade de serem enraizadas segundo o método de estacas.

Polinização.-

A polinização da oliveira ocorre pelo vento (anemófila). Raramente o pólen de uma variedade, fecunda o ovário da mesma (auto-incompatibilidade). Existem variedades que são autoférteis como a Arbequina, Frantoio, Picual, entre outras.

Comportamento Agronômico das principais Variedades

Carateristica  Varietal Arbequina Arbosana Frantoio Koroneiki Manzanilla Picual
Resistência ao Frio +++ ++ + + ++ +++
Resistência á Doenças ++ + ++ ++ ++ +(+)
Tamanho de Planta ++ + +++ + (+) + +++
Densidade de Copa ++   +++   ++ ++
Altura da Planta ++  + +++  ++ ++ +++
Tamanho de Fruto +  + ++  + +++ +++
Produtividade +++   +++ +++ +++ +++
Vezeria +   +++     +++
Necessidade de Poda +   ++   + ++
Necessidade de Horas de Frio +   +++   + ++
Necessidade de Riego +   ++   ++ +++
Largo de Ciclo ++   +++   + +++
Precocidade +++   +   +++ ++
Sensibilidade à pragas +   +   ++ +++
Auto-Fertilidade da Flor +++       + ++
Destino da Fruta A A A A M DP

+:         Baixa

++:      Média

+++:    Alta

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