Category Archives: Noticias do setor oleícola

Los aceites de semillas copan la actividad de Sovena España. Revista Olimerca.

Source: Los aceites de semillas copan la actividad de Sovena España. Revista Olimerca.

ALCUNI CHIARIMENTI SULL’OLIO EVO – Studio ABR – Alimenti e Sicurezza

Source: ALCUNI CHIARIMENTI SULL’OLIO EVO – Studio ABR – Alimenti e Sicurezza

Mercadona se impone a toda la distribución. Revista Olimerca.

Source: Mercadona se impone a toda la distribución. Revista Olimerca.

Aceite de oliva, producto andaluz más exportado a Brasil. Revista Olimerca.

Source: Aceite de oliva, producto andaluz más exportado a Brasil. Revista Olimerca.

La importancia del Polen en la cosecha del olivo

Source: La importancia del Polen en la cosecha del olivo

Los efectos saludables de las verduras aumentan al cocinarlas con AOVE | Mercacei

Source: Los efectos saludables de las verduras aumentan al cocinarlas con AOVE | Mercacei

Cubierta vegetal para mejorar la producción de aceite de oliva. Revista Olimerca.

Source: Cubierta vegetal para mejorar la producción de aceite de oliva. Revista Olimerca.

Por qué compensa gastar más en un aceite virgen extra

Source: Por qué compensa gastar más en un aceite virgen extra

5 Beneficios del aceite de oliva

Source: 5 Beneficios del aceite de oliva

Brasil na Rota de Produção de Azeites de Qualidade

Brasil na Rota de Produção de Azeites de Qualidade

Com o início da produção de novos olivais no Estado de Rio Grande do Sul, há aproximadamente 7 anos, o Brasil ingressou no mundo dos produtores de azeite. Alguns olivicultores pioneiros, assumiram riscos e apostaram em plantar essa milenar cultura no sul do Brasil e tiveram suas primeiras colheitas comerciais.

O mais surpreendente foi que os diversos “terroirs” brasileiros, embora algo diferentes das áreas tradicionais para o cultivo de oliveiras (Mediterrâneo), resultaram ser muito adequados à produção de azeites de qualidade, desde que algumas providencias sejam adotadas para superar alguns fatores limitantes.

Em termos gerais as regiões brasileiras, onde está implantada a cultura, possuem:

  • Maior umidade, se comparamos com outras regiões do Mediterrâneo. Este fator incide negativamente na ocorrência de doenças e alguns insetos danosos;
  • Salientamos que algumas importantes doenças e pragas presentes no Mediterrâneo e em outras regiões produtores, não estão presentes no Brasil. Entre elas podemos mencionar a mosca da Oliveira (Bactrocera oleae), a Prays oleae que afetam a qualidade dos azeites e a doença bacteriana Pseudomonas sevastanoi, também chamada de tuberculose da oliveira;
  • Os solos no Brasil são diferentes precisando de correção e preparo prévio à implantação dos olivais, além dos olivicultores brasileiros terem que adotar programas de nutrição específicos para as diversas condições da nova realidade;
  • Os novos olivicultores estão carentes de informações técnicas adequadas a realidade local. A maior parte das informações científicas do setor se referem aos países produtores tradicionais.

Entre os fatores críticos para o sucesso da cadeia, encontramos:

  1. Produção de matéria prima de qualidade, isenta de danos ocasionados por pragas e doenças
  2. Processos de extração que garantam a melhor qualidade dos azeites produzidos.

Depois de alguns anos, ainda poucos produtores estão se destacando por produzir qualidade em decorrência da adoção de algumas práticas que conseguem contornar as limitações do meio ambiente local, obtendo azeitonas de excelência, além se seguir um processo de extração e conservação indicado para obter azeites de alta gama.

Há diferencias significativas na qualidade dos bons azeites locais e a grande parte dos azeites importados, produzidos industrialmente que denominaremos clássicos. Na realidade trata-se de dois produtos diferentes, embora sejam vendidos com a mesma denominação…!

Os maiores diferencias estão nos aspectos sensoriais como frescor, na qualidade do frutado, das notas de amargor e de picância dos azeites produzidos localmente se comparados aos azeites maduros/clássicos importados e vendidos como Extra Virgens, embora, do ponto de vista químico, não o sejam.

Esta diferença é ainda maior em azeites produzidos por olivicultores que cuidam bem da sanidade de seus olivais e colhem antecipadamente suas azeitonas, num ponto mais verde que maduras e que processam as frutas logo depois de colhidas, idealmente em lagares localizados dentro do olival. Um menor tempo entre colheita e extração, além dos cuidados com temperatura, tempo de batido, etc. durante a elaboração dos azeites, permite um resultado final de alta qualidade, de excelência, como o que se vê em grande parte dos azeites brasileiros, com especial destaque àqueles que possuem lagar (indústria de azeites) dentro do olival.

Podemos destacar que os azeites importados, aqui denominados como Clássicos, são em sua grande maioria, azeites produzidos a partir de azeitonas maduras (com teor de polifenóis já bastante inferior), muitas delas infestadas com a mosca da oliveira, larva que constrói tuneis nas frutas, oxidando o azeite que elas possuam, antes mesmo da colheita. Estas frutas dão origem a azeites que se encontram no limite entre Extra Virgens (sem defeitos sensoriais) e Virgens (defeituosos) e até entre Virgens e Lampantes (que são impróprios ao consumo humano).

O Brasil destaca-se como um grande importador de azeite, desafortunadamente de baixa qualidade. Os azeites importados, são transportados ao Brasil expostos a condições adversas. Muitos deles chegam ao destino, fora da classificação original, auto denominando-se como Extra Virgens no ponto de venda.  Salientamos que muitos dos olivicultores fornecedores de grandes lagares industriais são pagos pelo rendimento grasso, com pouca consideração à qualidade.

Entre os problemas que os produtores de azeites de qualidade enfrentam estão, entre outros, a classificação extremamente abrangente dos azeites Extra Virgens. Uma questão que podemos levantar é “para onde vão os azeites Virgens?”,  grande maioria da produção mundial. Não aparecem nas gôndolas dos supermercados. Acabam sendo classificados como Extra Virgens por utilizarmos apenas parâmetros químicos para classificação. Também podemos ressaltar as limitações da entidade fiscalizadora (MAPA) em controlar devidamente a qualidade da venda de azeites no Brasil.

Outro ponto importante é o desconhecimento dos consumidores em relação aos azeites. A maioria compra pelo preço. Os azeites no limite da qualificação ou desclassificados, são vendidos a preços baixos, muito abaixo dos custos de quem produz com qualidade, originando uma concorrência desleal. Também podemos destacar os subsídios europeus aos seus produtores distorcendo assim, o comercio internacional. 

Nota:              

Na Olivopampa, empresa produtora dos Azeites Ouro de Sant’Ana, os operadores do lagar,Sibele Mantovani Rotondo e Fernando H. Rotondo além de outros membros da família, fizeram cursos de especialização na Espanha (2012) e Itália (2015). O lagar, localizado dentro do olival, foi dimensionado para processar e acompanhar o ritmo da colheita.

A safra 2019 foi sua quinta colheita, que está se destacando pela excelente qualidade atingida. Competência técnica e paixão pela atividade, nos permite atingir e exceder os parâmetros de qualidade dos melhores azeites do mundo.